sexta-feira, 27 de julho de 2012

Edinburgo

Edinburgo, a capital da Escócia é uma linda pequena cidade. Parece um cenário de filme antigo, com construções bem antigas e muito preservadas. Cheguei em Edinburgo às 10 horas da noite, que mais parecia 4 horas da tarde. Final de junho, então os dias são longos. O ônibus que peguei no aeroporto, vai direto para o Centro da Cidade, e o ponto final é em uma avenida. Descemos do ônibus, e eu já nem sabia para que lado olhava, de tantas construções lindas. E olha que nesta viagem eu já tinha passado por Paris e Irlanda, mas mesmo assim, a beleza de Edinburgo impressiona, pois alem das construções, o relevo da cidade é diferente, em pleno centro da cidade tem um vulcão de um lado, o Arthur´s Seat, e do outro lado, uma montanha rochosa com um castelo em cima!

Vista do centro de Edinburgo


Apesar de verão, estava frio. Após umas duas paradas a pé para perguntar a direção de meu hotel, cheguei no endereço que parecia ser o do hotel. Mas não tinha a menor cara de hotel, e ninguem atendia a campainha. Depois de muitas tentativas, resolvi perguntar para um rapaz que estava em um carro estacionado se ele podia me ajudar. Os escoceses são muito prestativos! Ele pegou um guia de ruas, falou para eu esperar ali, que ele ia achar o hotel. Ligou o carro e partiu. Em menos de 5 minutos estava de volta, para me dizer que tinha encontrado o local e me deixou lá. Fiquei pasma com a atitude! Este hotel merece uma mençao especial. A apenas 5 minutos a pé do centro, é um ótimo custo-benefício. Lindo, quarto super confortável, com pequenos mimos que eu não esperava, e pessoal da recepção muito atencioso e prestativo. Abbey Hotel.

Castelo em cima de penhasco em pleno centro da cidade.




Subindo o Arthur´s Seat, vulcão extinto de Edinburgo. Era tanta cerração, que não dava para enxergar nada em direção nenhuma!

Esta é a flor mais comum da Irlanda e Escócia, está em todo lugar.



Vista da cidade a partir do Carlton´s Hill. Este morro ficava em um parque na minha rua.

Caminhando por Edinburgo

Rua do Teatro. Esta era a rua que eu tinha que caminhar para chegar ao Centro.


North Bridge, com o maior monumento do mundo já construído em homenagem a um escritor.


domingo, 15 de julho de 2012

Dublin

É muito facil se apaixonar por Dublin, ou "Baile Átha Cliath", seu nome tradicional em Gaélico. Dublin potencializou a impressão que eu vinha tendo da Irlanda ao viajar pelo sul deste país: um povo super animado e receptivo, um cenário musical incrível, muito verde, cidade relativamente pequena e organizada, fácil de encontrar qualquer lugar, comida boa e a incrível Guiness para celebrar o final de tarde que ia até às 11 da noite!
Antes de viajar, eu dei a sorte de pegar algumas dicas com a irmã de uma amiga que morou nesta cidade por um tempo, então visitei lugares únicos, e ainda tenho uma boa listinha para a próxima vez que for para lá. Alguns lugares imperdíveis são: - o Temple Bar, bairro que reúne uma enorme concentração de pubs, seria assim uma mini-Vila Madalena; - The Iveagh Gardens é um jardim escondido e fica no centro, verdadeiro oásis verde; - Dublin City Gallery / The Hugh Lane, ver o estudio do Francis Bacon; - tomar uma "pint" (o nome do canecão de cerveja) no Pub Cobblestone em Smithfield, totalmente fora do circuito turístico e com uma banda sensacional (a melhor noite é segunda-feira), e mais estes:

Dublin às 6.30 hrs da manhã.

Fábrica da Guiness

Dun Laoghaire - cidade a 15 km de Dublin, onde moram Bono, The Edge, Van Morrison entre outros. Fui no domingo, quando há uma feirinha de orgânicos na praça da cidade, programa local delicioso para quem curte street-food!

Esta é a Key West Official, banda que toca nas rádios na Irlanda. Curtir este show deles na rua em frente ao St. Stephen´s Green, o parque da cidade, foi um privilégio!

Galway - Cidade que visitamos a caminho do oeste do país. Em poucos dias após nossa visita, ia ser a chegada da Volvo Ocean Race, que também passou por Santa Catarina, Itajaí.

Castelo também no nosso caminho rumo ao oeste do país.

Cliffs of Mother, nosso destino no oeste da Irlanda, paisagem lindíssima!


Cliffs of Mother.

Alguns lugares recomendados que ainda não fui desta vez, mas estão na lista: Filmbase,
Curved Street, Temple Bar, Dublin 2; IFI, Irish Film Institute, ótimo pra pegar um cineminha, tomar uma cerveja e comer uns petiscos; Howth, bairro de pescador, subir o morro e dar a volta na ilha; fábrica da Destilaria Jameson.

sábado, 23 de junho de 2012


Irlanda – Bike Trip

Definitivamente essa viagem de bike foi a melhor pedida, acho que de nenhum outro modo eu teria conhecido tantos vilarejos, curtido tanto a paisagem, interagido com a cultura local! Os lugares que passamos foram incrivelmente lindos. A Irlanda é extremamente verde, pois chove muito aqui, e a vegetação, que também é Mata Atlântica!, cresce e floresce por todo lado. O roteiro foi pelo sudoeste da Irlanda. Cidades pequenas, às vezes tão pequenas, que não dava nem para chamar de vila. Mas todas com pousadinhas aconchegantes, restaurantes que servem comida maravilhosa e pubs com Guiness e música ao vivo! Quase todo bar tem musica ao vivo. A cultura irlandesa é super valorizada por aqui. Os cantores nos pubs geralmente são também “story tellers”, contadores de estória, e acaba virando um ambiente super interativo, demais! 

Cheguei por Dublin, e já peguei o primeiro ônibus para Cork City, o ponto de partida da viagem. Depois de 4 horas de viagem o ônibus nos deixou no meio de uma avenida que beira o Rio Leiff, sob chuva e vendaval. Quem tem boca vai a Roma, e ignorando a chuva, e perguntando muito, caminhei até um ponto de ônibus local, mais perguntas, sotaque difícil de entender e consegui descer na frente da pousada que eu tinha reservado, Garnish House. Delícia, chá quente e cookies de chegada, hospitalidade irlandesa. Logo de cara conheci um grupo de 10 Californianos que iam fazer uma rota parecida com a minha, e combinamos de pedalar juntos no dia seguinte. 

Deve ter sido algum anjo da guarda que colocou esse povo no meu caminho, porque no primeiro dia, ao receber o detalhamento do caminho, eu pensei de onde eu achei que ia conseguir pedalar 67 km em um dia por muitas subidas e descidas, e ainda ter que me entender com um mapa de caminhos sem nome de rua, entre outras dificuldades. E assim mais todos os outros dias... O pedal foi muito mais puxado do que eu imaginava. O companheirismo, tentar entender mapas juntos, dar força, dividir barrinhas, contar piada, se perder e se achar, tudo foi essencial para conseguir chegar no final. E no final acabou que acabei pedalando com eles todos os dias. Just loved it!

Final do primeiro dia de pedal.
 Este local é Gougana Barra, o primeiro Parque Nacional criado na Irlanda. Lugar maravilhoso. Para chegar até lá, foram muitas subidas e descidas por um cenário deslumbrante!

Os Californians que conheci logo no primeiro dia de pedal. Parceria.



Nada como uma Guiness para repor as energias, delícia!!



Igrejinha na beira do lago. Cenário de filme.


No segundo dia, pedalamos de Gougana Barra para Ahakista, foram 'só' 43 kms, mas no final teve uma subida fortíssima. Este dia chegamos na praia. E a cidade onde ficamos, era minúscula, mas teve o pub mais marcante até agora. Um cantor incrível, muitas Guiness, maior astral.

Para que lado eu vou???


Primeira vista do mar.



Cheers!

No terceiro dia pedalamos de Ahakista para Baltimore. Pedal tranquilo hoje, 36 km, mas meu joelho doeu da subidona de ontem, tive que subir na van uns trechos. Baltimore é linda, uma cidade na costa, demos uma super sorte com o tempo. O quarto dia foi day free, e fomos de barco para uma ilha, alem de caminhar até um farol (foi ótimo usar outros músculos!), e curtirmos o dia, que só escurece às 11 da noite!

Baltimore



Na ilha


Almoço na ilha. Ahhhhh férias, tudo de bom!!!
 

Baltimore.

No quinto dia, o pedal foi de Baltimore para Clonakilty. Puxado, 58 km. Pedalmos por estradinhas super calmas, bucólicas, até um lago lindo o Lake Ine, onde almoçamos. De lá, mais estradinhas tranquilias de deliciosas de pedalar até Clonakilty. No trajeto, ainda paramos em um sitio arqueológico de 3 mil anos.

From town to town.


Sítio arqueológico. Solstício de inverno.


Parece que o baterista do Jimi Hendrix tocou por aqui.

No sexto e último dia de pedal, fomos de Clonakilty para Kinsale. Foram 50 km de pedal bem tranquilo.  Kinsale é o balneário mais baladalado por aqui. Ruazinhas lindas e coloridas, muitos barcos, lojas, um restaurante delicious e um pub com um show inacreditável!

Streets.


Pub.


Showzinho intimista sensacional!

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Paris parte I


Paris parte I já era, as férias voam! Eu achei que Paris ia ser só uma etapa “em transito” da trip, mas essa cidade é realmente incrível. Apesar de eu não ser muito urbana, e não costumar gostar de grandes cidades, tenho que admitir que é uma delícia simplesmente andar por aqui, literalmente ser turista. A cidade é um museu a ceu aberto, arte para todo lado, Rodin exposto em plena praça pública, exposição de Degas a menos de 5 minutos,  uma infinidade de Van Goghs e Monets no mesmo pacote do Degas, e tropecei na Sorbonne ao procurar um supermercado aqui perto do hotel para comprar água. A dica do super blog de viagens Escapismo Genuíno , me recomendando o Quartier Latin, foi fundamental para a escolha de meu hotel, que apesar de simples, é um ótimo custo-benefício pela localização. Para quem gosta de caminhar, dá para fazer 90% dos principais atrativos a pé. O Hotel Du Mont Blanc fica bem no coração do Quartier Latin, e na mesma rua há inúmeros bares e restaurantes. 


Simplesmente sendo turista. Sorvete Bertillon à beira do Rio Sena.
Os meus 3 dias de Paris foram super intensos, mas não deram nem para fazer o básico dos atrativos, talvez pelo fato de eu ter optado por me perder caminhando por bairros super charmosos, como o próprio Quartier Latin, Saint Germain De Prés, e a maior descoberta de todas, o Marais, como pode ser tão fascinante?! 
Entre os "must do", já tenho inúmeros favoritos. O Museu D´Orsay é lindíssimo. Alem de tudo de lindo que há lá dentro, a construção em si é maravilhosa, uma antiga estação de trem que foi transformada em museu.

Ponte sobre o Sena.

Vale ainda um passeio por Montmartre, o bairro alto dos artistas de rua onde fica a Sacre-Coeur.
A região da Bastilha, onde fica o Pompidou, que aliás uauuuuuuu o Pompidou, imperdível!!! , também ferve.
Uma sugestão imperdível do Escapismo Genuíno, para quem gosta de ler, é a livraria Shakespeare & Co. Eu já tinha passado por várias livrarias aqui, mas esta é a única com quase a totalidade dos títulos em inglês, e uma seção de livros asiáticos, africanos e mesmo latino-americanos, que eu nunca vi em outro lugar. Subindo a escadaria, há uma sala improvisada com sessões de piano e sarau. Dei a sorte de estar por lá no início de uma apresentação, e foi demais! 

Exposição Degas no D´Orsay, com direto às Bailarinas.

 Adorei também fazer longas caminhadas ao longo do Rio Sena. Não consigo acreditar neste rio tão verdinho e caudaloso cortando esta metrópole. Só de lembrar que há 1 mês pedalei na ciclovia em Sampa que beira o Rio Pinheiros,  e lá a sujeira e cheiro são companhia constante. 
Como nem tudo são flores, há de se ter muita atenção com os pick pockets. No segundo dia, meu cartão de crédito simplesmente sumiu do bolso interno da minha jaqueta. Não vi nada, mistério total, fui procurar e  não estava mais lá.  


Museu D´Orsay, antiga estação de trem. Lindo.

Amanhã, dia 15, voarei para Dublin. A tal Ryan Air, que tem os vôos mais baratos, sai do aeroporto de Paris Beauvais. Ninguém sabia me informar como chegar lá. Acabei descobrindo que fica a 80 km de Paris, e que o melhor jeito de ir de Paris a Beauvais leva simplesmente 3 horas, metrô + ônibus, ou seja, o dia vai ser longo.
Livraria Shakespeare & Co.


O melhor Falafel de Paris. No Marais. Não resisti quando vi várias pessoas passando com um falafel   na mão. 
Pompidou. Incrível, apaixonante.

Por ali.

sábado, 12 de maio de 2012

Comentários de mais alguns livros - alguns ótimos, e outros nem tanto.


O Holocausto Asteca - Gary Jennings

O livro é contado na pessoa de um índio, Mixtli, da tribo que mais tarde viríamos a chamar de Astecas. Mixtli tem um espírito aventureiro e vai contando as estórias, rituais, vidas, e dia a dia das tribos com que ele se depara nas suas viagens à pé, pelo território que hoje conhecemos por México. O dia a dia das tribos em si já prendem a atenção, e muitas vezes chocam, pelos rituais religiosos e de guerra. Mas nada choca tanto, e nem é tão cruel, como quando os primeiros homens brancos chegam nessas terras. Mesmo antes dos Espanhóis espalharem o horror em nome da cobiça pelo ouro e em nome de "salvar as almas" dos índios em nome da religião Católica, o caos já é instaurado pelas doenças que os brancos trazem, pricipalmente a varíoloa, que sózinha, dizimou tribos inteiras. Super interessante e revoltante.



O Orgulho Asteca - Gary Jennings

Este livro cronologicamente se passa anteriormente ao Holocausto Asteca, comentado acima, pois o li antes. O Orgulho Asteca conta a vida de Mixtli desde que ele era criança, então é super interessante, pois conta sobre a sua infância, adolescência, viagens, aventuras amorosas, e aventuras de viagens, que são super instigantes e incríveis. É super interessante ler e conhecer os hábitos da população do que hoje conhecemos por astecas, as crenças religiosas, as descobertas, os métodos da medicina, a admiração pelas obras de arte e cultura. Antes mesmo de serem "descobertos" pelos espanhóis, quando tudo o que conheciam da população do mundo, eram as poucas tribos que havia nos seus limites de viagens a pé, eles já tinham a preocupação por exemplo de não aumentarem muito a população, por acreditarem que os recursos naturais poderiam não atender a todos... ou seja... centenas de anos se passaram, a população mundial certamente mais que decuplicou, e as preocupações dos povos são as mesmas!




O Outono Asteca - Gary Jennings

O Outono é tão apaixonante quanto o Orgulho. Relata a trajetória de um Asteca, que tem uma natureza justiceira e aventureira. Mais uma vez, nos leva a uma viagem pelo México, dessa vez em transição entre a colonização indígena e a branca, dos espanhóis. Uma verdadeira aula sobre as diferentes e fascinantes tribos que colonizavam o México, antes dos Espanhóis os descobrirem (mas como se pode descobrir algo que já existe?). Conta os primeiros contatos em detalhes, e os enormes choques culturais entre essas duas civilizações, e também os primeiros contatos dos índios com os negros, mouros trazidos pelos espanhóis para o trabalho pesado, já que os astecas, agora entendo, que pela sua avançada civilização, não se curvavam até onde era possível. Impossível não ficar louca para conhecer o México!



O Cemitério de Praga - Umberto Eco

Fiquei decepcionada. Eu tinha adorado "O Nome da Rosa", mas este livro realmente não me prendeu a atenção. Talvez pelo fato de eu realmente não me interessar pelos  temas propostos, como satanistas, complôs, missas ngras, muitos assassinatos banais, conspirações.













Vida - Keeith Richards com James Fox

Para quem é fã dos Stones, como é o meu caso, vale muito à pena. Não é uma biografia super bem escrita como a do Agassi, que prende a atenção e me fez querer devorar o livro, mas Vida de Keith, conta o início dos Stones, que na verdade é o início da amizade dele com Mick Jagger. O desenrolar da amizade, junto com a vida da banda caminham juntos. Super interessante descobrir do início de origem pobre do suburbio de Londres, até o dia-a dia de Keith & Mick, os amores, as personalidades, as brigas, as drogas, os escândalos, os vários locais por onde passaram e moraram. Keith Richards conviveu com muitos musicos interessantes, gênios, entre eles alguns que eu realmente não imaginava, como Bob Marley, quando morou na Jamaica.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Comentários e dicas de mais 5 livros maravilhosos!

Definitivamente tenho dado muita sorte com os livros que tenho lido!

A Terceira Xícara de Chá - de Greg Mortenson



Em 1993, Greg Mortenson, um escalador de Montana, se perdeu em meio a uma terrível tempestade de neve, ao tentar voltar de uma tentativa frustrada de escalar o K2. Congelado e desidratado, foi parar quase inconsciente em uma vila muito pobre no Paquistão, nas Montanhas Karakoram. Recobrou os sentidos e se viu sendo super bem cuidado pelos habitantes da vila. Passou algum tempo ali, e emocionado com a gentileza e bondade dos habitantes locais, prometeu voltar e construir uma escola. O livro retrata de forma emocionante a forma de que essa promessa foi cumprida. Foi uma saga que nenhum roteirista de filme conseguiria escrever da forma tão incrível como a que aconteceu. Na década que se sucedeu, Greg construiu não só uma escola, mas 55 escolas, a maior parte delas para meninas, em povoados remotos e proibidos e de um cenário deslumbrante do Paquistão e e do Afeganistão. Este livro se tornou um fenômeno de vendas nos EUA, tornando-se leitura obrigatória em muitas escolas. Totalmente incrível.


Stones into Schools - de Greg Mortenson e  Mike Bryan




Este livro é uma continuação da saga do Terceira Xícara de Chá, comentado acima. O livro conta a história da trajetóriade de 16 anos de Greg entre o Paquistão e Afeganistão, na sua missão pessoal de construir escolas para meninas. Aventuras, grandes sonhos, energia e determinação fazem parte do dia a dia de Greg e seus amigos Afegãos, nessa missão que muitas vezes parecia impossível. O livro é inspirador, e mostra como mesmo em um dos cenários mais devastados do mundo pela guerra e terrorismo, as pessoas ainda perseguem seus sonhos, e se atem a valores importantes, como o da educação das crianças. É a história da trajetória de uma pessoa real, Greg, que fez a diferença na vida de milhares de pessoas.


No Guidão da Liberdade - de Antonio Olinto Ferreira


Conheci o Olinto e sua esposa em uma viagem de bike. Fiquei impressionada com a vida de 'pedalantes' que eles levam, e comentei este fato com eles. Eles então me falaram deste livro, que conta como tudo começou. Na hora, eu achei a história linda, mas jamais imaginei que pudesse ser tão emocionante. Bom, eu já sou apaixonada por viagens de bicleta, então este livro tinha tudo para me empolgar. E me surpreendeu. A viagem do Olinto foi tão incrível e aventureira, que resgata aquela vontade que a gente esquece que tem, de largar tudo e passar anos viajando. Mostra também como nada é impossível, afinal ele deu a volta ao mundo em 3,5 anos, passou por diversos países e culturas, atravessou zonas de perigo, e só tem coisas boas para contar. O livro me passou a impressão que um dos fortes motivos da viagem ser tão bem sucedida vem do despreendimento do autor, da coragem e do amor pela vida e pela aventura. Ele fez de cada minuto de sua viagem uma história deliciosa de ler.


 Agassi - Autobiografia



Conta a vida do mais polêmico e mais querido jogador de tênis. Eu não sei muita coisa de tênis, não sou nada familiar com o linguajar das quadras, e mesmo assim, me vi totalmente envolvida pela vida arrebatadora de André Agassi. Diferente de outras autobiografias de esportistas, esta é super bem escrita e deliciosa de ler. Foi incrivel descobrir o mito por trás das críticas e da mídia. A vida dele, que ressaltada por uma personalidade forte, mas frequentemente muito depressiva, mais parece um cenário de um drama incrível, vencendo barreiras desumanas, e contestando várias verdades que às vezes temos como absolutas. A vida de Agassi, que treinou desde o início da infância, muitas vezes lembrava mais uma tortura imposta pelo seu pai, do que uma paixão pelo esporte.  Apaixonante.


Equador - de Miguel Sousa Tavares



Um drama super envolvente de um português que larga sua dolce vitta dos salões de Lisboa, para ser governador das colônias portuguesas São Tomé e Príncipe, duas ilhotas perdidas no Atlântico ao largo da costa da África. Super interessante o ponto de vista dos 'desterrados', principalmente no papel deste protagonista, Luis Beranardo, que foi praticamente obrigadado a aceitar tal função. E creio que mais interessante ainda por agora eu ser uma moradora da ilha de Nossa Sra do Desterro, alguns paralelos não deixam de vir à mente. Os interesses da monarquia no inicio do século XX, o jogo de poderes, e principalmente a luta interna de Luis entre os seus valores e a sua sobrevivência social. Lógicamente tem também um romance arrebatador na estória, que junto aos conflitos internos de Luis, não me deixaram largar o livro.