segunda-feira, 1 de julho de 2013

Ba Be Lake



O lago Ba Be é o maior lago de água doce do Vietnã. Fica no nordeste do país, e o acesso é bem difícil. Tão difícil, que demorou até decidirmos como iríamos chegar até lá. Pegar um ônibus desde Hanói estava fora de questão.  A distância entre os 2 locais é 240 km, e o ônibus leva 9 hrs.  A agência que nos vendeu a viagem de Halong Bay não faz esta viagem, mas nos recomendou a Ethnic Travel, com quem em 2 dias chegamos à nossa configuração ideal da viagem.

Um carro executivo nos pegou no nosso hotel em Hanói. Com motorista e guia em inglês, um luxo! E lá fomos nós para nossas 4 horas de viagem até chegarmos à uma pequena cidade para almoçar. O restaurante foi na casa de uma família. Delícia de comida, já perdi meus preconceitos e estou comendo de tudo, preferencialmente sem saber do que se trata, mas o gosto é sempre ótimo. 

De lá, mais 1,5 hora de viagem até chegarmos ao lago Ba Be. Fomos direto fazer um passeio de barco. Um barquinho só para nós. O lago é realmente enorme, o visual é lindo, muita mata nativa, e nas margens muitos búfalos tomando banho, o que desencorajava totalmente um mergulho, já que os bichões sempre se aproximavam do barco, acho que era curiosidade. Em um certo ponto paramos e caminhamos até uma cachoeira.O calor úmido intenso era sufocante. De lá seguimos para a casa de família onde iríamos nos hospedar (home stay). Uma casa grande, arejada, com sacadas, e uma grande família, casal com 2 filhas, e avós. Ninguém falava inglês, mas todos uns amores.   O nosso quarto me lembrou as casas de pescador onde eu ficava no Bonete. Mas aqui era 100 vezes mais quente e nada de ar-condicionado. E banheiro para fora do quarto, tendo que descer umas escadas. Passado o choque cultural, tomamos um banho e de lá para uma varanda enorme tomar uma cervejinha. Arrisquei-me na cozinha da família, e quando vi eu estava enrolando os “spring rolls”. No Brasil eu nunca gostei de rolinho primavera, mas aqui eles são maravilhosos. Jantar delícia e farto, e antes das 22 hrs estávamos na cama. 

No dia seguinte, depois de um café da manhã ocidental (ok, eu estou adorando a comida asiática no almoço e jantar, mas não consigo encarar aquela sopa de macarrão de arroz com verdura de manhã, muito menos o porco frito), saímos antes das 8 hrs para uma trilha de 4 hrs, que prometia ser íngreme e propiciar visuais incríveis. Eu estava apreensiva por causa do calor e com medo de sentir dor no joelho. 

Realmente começamos a subida, super íngreme, daquelas que fazem o coração bater mais rápido. E um calor de abaixar a pressão. Ritmo lento então. E devagar subimos, subimos.... para chegarmos ao cume de uma montanha, de onde para um lado tinha uma vista maravilhosa para o lago, e do outro lado uma vista lindíssima para um vale muito verde que misturava vegetação nativa com arrozais sem fim. 50% dos Vietnamitas trabalham no cultivo do arroz, e o país é o segundo maior exportador de arroz do mundo, somente atrás da Tailândia.
Descemos do outro lado onde nosso motorista misericordiosamente nos aguardava com ar-condicionado do carro ligado. Voltamos para nossa home-stay, almoçamos e já seguimos para mais uma viagem de 6 horas rumo às cachoeiras Ban Gioc.

                           Nosso almoço na casa da família no caminho parao Lago Ba Be.



                                O passeio de barco pelo Lago Ba Be. Paradisíaco e paz total.



          Nosso quarto na casa da família. Camas com mosqueteiro, fazia tempo que eu não via isso!



Esta é a Mu, nossa guia, muito gente boa. E a baby no colo dela é a filha mais nova do casal que nos hospedou. Esta é a varanda onde fazíamos as refeições.



       Este era o visual da varanda acima. De frente para um dos rios que desemboca no Lago Ba Be.



Caminhando por ali, vimos varias casas dessas, onde eles secam os milhos para a alimentação dos porcos, que é presença constante na culinária Asiática.



                       Aqui no início da subida da trilha. Vegetação e clima de floresta tropical.


             Já na descida do outro lado do morro. Dando um tempo para admirar os arrozais.



                                                      Visual durante a trilha. Tão lindo!

Hanói



Voamos de Siem Reap para Hanói. O visto para entrar no Vietnã é tirado no aeroporto, mas é necessário ter uma “Visa authorization letter” já pronta, junto com uma foto 4 x 6.
Encomendamos esta “Visa authorization letter” no site  www.vietnamvisapro.com ,  dica de um casal de amigos que tinham voltado do Vietnã há pouco tempo. Super eficientes, custa USD 10 / pessoa e o pagamento é por paypal. Apresentamos esta carta no aeroporto junto com foto e passaporte e em 10 minutos saímos de lá com o visto, que custou mais USD 39.

Saindo do aeroporto, senti a sensação mais desconfortável do mundo! Eram 19.30 hrs, estava fazendo 33 graus, mas a sensação térmica era de mais de 40 graus! Sufocante.

O aeroporto fica a 45 minutos do centro antigo de Hanói, onde tínhamos reservado o Hotel Hong Ngoc Dynastie. Ótimo hotel, muito melhor do que o esperado! O trajeto do aeroporto ao hotel nos revelou uma Hanói imensa, com muita gente, muitas motos, transito caótico, e um comércio de rua intenso. Caos.

No dia seguinte já partimos cedo, sob chuva torrencial para Ba Be lake.
De Ba Be Lake, emendamos com Ban Gioc Waterfall, e de lá voltamos para Hanói para 1 noite, antes de embarcamos para Halong Bay.

Esta nossa segunda estadia em Hanói foi bem melhor. Chegamos de dia e saímos para conhecer as redondeza a pé. A temperatura, apesar de quente, estava muito mais amena do que da vez anterior. Ficamos no mesmo hotel (Hong Ngoc Dynastie), muito bem localizado. Mil lojas para todos os lados, a maioria vendendo seda. Caminhamos até a beirada de um lago, onde muita gente corria, pedalava, muitas árvores, e lá fomos nós caminhar também. Delícia. Na volta, paramos no restaurante ao lado do hotel (Garden Restaurant), muito bom.   

Este cruzamento era perto do nosso hotel. As motos, que são muito mais numerosas do que os carros, vão em todas as direções. E por incrível que pareça, em 40 dias de Ásia, não vi nenhum acidente de trânsito.



                                              Mais um cruzamento a caminho do lago.



 Este restaurante foi indicação de um Vietnamita quando falei para ele que queria ir em um bom restaurante local, do tipo onde ele iria em um sábado com a família ou amigos. Ele me recomendou o Quán Ân Ngon (ngonhanoi.com.vn). O lugar é bem grande e ao mesmo tempo super aconchegante. As mesas são todas compartilhadas, o ambiente é alegre e a comida uma delícia!

domingo, 23 de junho de 2013

Siem Reap & Angkor Wat



Voamos de Krabi, sul da Tailândia para Siem Reap. Pegamos o visto no aeroporto, custa USD 20 / pessoa, e foi bem tranqüilo.

Do avião, o Camboja parece todo uma densa floresta tropical, muito verde, lindo!  Ao sair do aeroporto, na hora vi que o Camboja era o começo do que eu esperava da Ásia. A Tailândia então me pareceu a Suíça da Ásia!

Pela fama e por ter aeroporto internacional, eu imaginava que Siem Reap fosse uma cidade grande. Mas não é.  É um vilarejo que cresceu muito nos últimos 10 anos, que foi quando Angkor Wat se consolidou como destino mundial de turismo.

 Hospedamo-nos no Le Tigre, um hotel boutique charmoso, gostoso, francês, com um jardim lindo, piscina  e bem localizado, que não era no meio da muvuca, mas menos de 10 minutos à pé até lá.

O centrinho de Siem Reap é uma bagunça de tuk-tuks, massagens nas ruas, restaurantes, mil lojinhas, bares com música alta. 
Em Siem Reap, é fácil sentir, ver e ouvir a herança que a colonização francesa deixou. Até hoje há uma grande colônia de franceses morando lá.
A sensação de segurança é uma delícia. Voltávamos à noite pela nossa rua escura tranquilamente. Ninguém nem aí com a gente.

Como a enorme maioria de turista de primeira viagem ao Camboja, nos hospedamos em Siem Reap para conhecer Angkor Wat, o famoso conjunto de templos que é patrimônio da UNESCO. O complexo é maior do que qualquer coisa que eu pudesse ter imaginado, ocupa 125 mil km2! Há muitos templos maravilhosos e impressionantes, muitos invadidos pela selva (aqui também o visual de floresta tropical, lembrando muito a Amazônia), um lago gigantesco, muitos restaurantes que parecem aqueles assentamentos que vemos nos filmes da Ásia. E muitos tuks-tuks com turistas.

Ao comentar com o gerente do hotel que eu adoraria desvendar Angkor Wat de bike, ele me recomendou a Camouflage Adventure Cambodia, que alem de ter ótimos roteiros, tinha ótimas bikes e guias competentes. Então lá fomos nós.

O tuk-tuk pode não ser o transporte ideal para a poluída Bangkok, mas aqui em Siem Reap com suas ruas tranquilas e sem trânsito, era ideal. Este foi o nosso transfer do aeroporto para o hotel.



 No meio da muvuca do centrinho de Siem Reap, havia algumas ruas calmas de pedestre como estas. Verdadeiros oásis, com restaurantes, lojinhas, bares. Uma delícia passear e tomar uma cervejinha por ali.


 Este era o nosso hotel, o Le Tigre. Super recomendo. Além de tudo, um café da manhã delicioso!



Para entrar no complexo de Angkor Wat, é preciso comprar estas entradas, e apresentá-las na entrada de cada templo ou ruína.



                                                       Em trânsito entre um templo e outro.



                                                Na frente do próprio templo de Angkor.



                                Em alguns lugares não podia entrar de bike, aí íamos a pé mesmo.



Esta é a ruína onde a Angelina Jolie filmou Tomb Raider. Descobri isso lá, pois obviamente não assisti o filme.



Aqui um monge gravando um restaurador cantar. Muitas ruínas estão em pleno momento de recuperação e restauração. Em todo lado há placas de doações feitas principalmente pelos EUA e Japão.



Estas várias faces do Rei, eram para retratar suas várias virtudes, como inteligência, estrategista, discernimento, etc.
Atualmente há muitas esculturas sem cabeça ou mesmo totalmente destruídas. Isto se deve tanto às invasões e guerras contra a Tailandia, assim como quando da guerra civil, época em que o Khmer Rouge espalhou o terror pelo Camboja.



                                Que lindo chegarmos nestas ruínas sendo abraçadas pela floresta!


                                   Árvores seculares. As ruínas são dos séculos XI ao XV.



Os restaurantes onde paramos para comer. A comida era uma delícia! A comida no Camboja ao invés de se chamar 'comida cambojana' ou algo assim, se chama 'comida Khmer'.











Este dia não fui pedalar para Angkor, resolvi dar um tempo dos templos, e fui pedalar com um casal de ingleses que havia conhecido uns dias antes e uns australianos. Logo que saímos de Siem Reap, a cidade é tão pequena que some rapidamente. Em menos de 10 minutos fora da cidade, nos deparamos com esta celebração, onde um noviço estava se tornando monge. Tinha música, incensos, comida, alto astral.



                               Este era um mercado de rua em uma das vilas por onde passamos.



A grande maioria das famílias Cambojanas cultiva o seu próprio arroz. Assim como na Tailandia e no Vietnã, o arroz é a base da alimentação. Nesta foto, o processo de secagem do arroz para ser estocado e depois consumido.



                                                  Esta grama bem verdinha é um arrozal.



Praticamente o caminho todo foi em estrada de terra beirando arrozais. Delícia!



B-a-r-a-t-a-s ao alho e óleo! E ainda queriam me convencer que era crocante e ideal de petisco com uma  cervejinha. Socorro!



Haven Cambodia. Esse é um projeto incrível de um casal de Suíços que viajando pela Ásia, se apaixonaram pelo Camboja. Fizeram trabalho voluntário em um orfanato, mas viram que quando as crianças estavam em idade de sair do orfanato, não tinham para onde ir, nem nenhuma habilidade para trabalhar. Então criaram este projeto. É um restaurante que ao mesmo tempo é um centro de treinamento para jovens órfãos, semi-órfãos ou abandonados. Eles aprendem várias atividades. Fui lá jantar um dia, e voltei no dia seguinte para almoçar. A comida é maravilhosa, o ambiente uma delícia, e os Suíços super anfitriões.


Este é outro restaurante ótimo, um verdadeiro achado no caos gastronômico de Siem Reap.  Eles também apoiam um orfanato. Há muitos orfanatos no Camboja, pois a guerra civil terminou muito recentemente.


A Tailândia é famosa por suas sedas, mas foi no Camboja que vimos as sedas mais lindas, verdadeiramente artesanais, e de cores incríveis. A Khmer Artisanary, onde comprei estas sedas, desenvolve um projeto incrível com um resultado lindo. Emprega 1300 mulheres nas áreas rurais do Camboja, que é muito pobre, preservando deste modo a cultura artesanal Khmer do Camboja, e propiciando uma vida melhor a elas. O resultado, que são as sedas e artesanato no geral, são os mais lindos que vi ao longo desta viagem.



Comemorando os pedais, as descobertas, as férias!

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Railay Beach



Desde que me mudei da selva de pedra paulistana para a Floripa, nunca mais meu foco de férias foram praias. Mas as fotos e a fama das praias na Tailândia, assim como o fato de estar viajando com uma amiga que mora em Sampa, fizeram com que reservássemos 8 dias para as praias Tailandesas. 
Seriam 4 dias em Railay Beach, no Oceano Índico, e 4 dias em Koh Tao, no Golfo da Tailândia.

Então embarcamos em Chiang Mae para uma rápida troca de vôos em Bangkok, e de lá para Krabi. Nosso destino, Railay Beach, era a praia mais afastada e mais roots de Krabi, justamente aquela onde muitas fotos das propagandas da Tailandia são tiradas. É também conhecida por ser a praia dos escaladores, pois as praias são cercadas de rochedos altíssimos.

Ignorando todas as previsões do tempo sobre a chegada das monções à Tailandia, mantivemos os planos. Chegamos em Krabi sob chuva. De Krabi, foram 40 minutos de carro, e depois 15 minutos de barco até chegarmos ao nosso destino, o Railay Beach & Spa Resort, que tem a posição mais privilegiada no local, sendo de frente para a praia maravilhosa de Railay West, e atravessando a península e indo até o lado leste, onde tinha saída para a outra beira-mar, que é onde estão os bares, restaurantes, lojas, etc.

Foram 4 dias seguidos de chuvas torrenciais e um vendaval que fez o vento sul de Floripa parecer uma brisa. Para mim até que estava bom, pois foram nossos primeiros dias sossegados depois de um turismo intenso pela Tailândia. Fiz yoga todos os dias, e como eu gosto de praia até com chuva, rolaram caminhadas e muitos mergulhos em um mar delicioso. Só que não deu para fazer os passeios para os locais famosos, como Phi Phi Island e outros. E depois de 4 dias de chuva.... resolvemos cancelar os 4 dias seguintes que seriam em Koh Tao, que é uma ilha que fica a 5 horas de barco da costa... imagina só sacolejar naquela tempestade por 5 horas!!

                                      Esta é a praia bem de frente para o nosso hotel.


Aqui o nosso quarto. Por conta da chuva, foi o único quarto da viagem até agora onde passamos um certo tempo. Rolou até filme no dvd.  Tinha uma varanda enorme, que era onde eu fazia o meu yoga matinal, para chegar no café da manhã feliz.



                                   Aqui é Railay East (leste), a parte dos fundos do hotel.



                           Este era o caminho-caverna para se chegar na linda praia seguinte.



Esta era a praia seguinte, famosa entre os escaladores. Um visual lindo, paredes rochosas e mar cristalino. 



                           Pad-Thai de frutos  do mar com farofa de castanha do caju. Dia sim-outro-também. 




A política de sustentabilidade da região é surpreendente. Apesar de ser afastada de tudo, o esgoto é todo tratado, o lixo é reciclado.



                            Barquinhos indo e vindo na praia eram uma constante na paisagem.