sexta-feira, 5 de junho de 2015

King´s Highway

Após algumas pesquisas, resolvemos ir de Amman para Petra pela King´s Highway. Este é o caminho mais comprido. Há uma estrada em linha reta cortando o deserto que leva 2 horas até Petra. Mas a King´s Highway passa por vários lugares turísticos, incluindo o Canyon de Al Mujib que eu estava louca para conhecer. Então apesar de ser uma estrada que levaria 6 horas (e acabou levando 8 horas), não foi nada cansativo, foi uma parte da viagem que eu realmente gostei muito. Nosso guia, o mesmo de antes, fazia tudo ficar muito interessante.


Historicamente esta estrada é mais interessante ainda, pois ela foi uma rota de comércio desde o século 7 a.C., que começava no Egito, passava pelo Sinai, e ia até Aqaba no Mar Vermelho. Ao rodarmos por ali, eu não parava de pensar no tanto de história que tinha acontecido por ali!

Em um mirante do Al Mujib, que é o maior canyon do Oriente Médio. Ali atrás na foto está a estrada super sinuosa que percorremos.


Um beduíno conduzindo seu rebanho. Há muitos assentamentos beduínos na Jordânia, e os beduínos fazem trabalhos mais manuais, alem de pastorarem ovelhas, são motoristas de ônibus e outros assim.



A cabra é muito importante na alimentação árabe, pois todo o queijo, a manteiga, o leite vem da cabra.



Vimos este rebanho enorme de camelos ao dirigirmos pela estrada. Tão lindos assim soltos!



Vimos este assentamento beduíno lá em baixo na estrada. 



Dana Natural Reserve. Um lindo parque natural por onde passamos. 


O nosso guia quis parar na estrada para nos oferecer um doce. Eu falei que não queria pois estava comendo demais. Ele insistiu. Foi o melhor doce que já  comi! Pistache, queijo derretido e mel!


O doceiro e seus tesouros!



Este foi nosso guia, e deixo aqui registrado seus contatos para quem foi para Jordânia, ele foi ótimo: o nome dele é Kanam, cel 079 5541217, email: kanan-tour@hotmail.com


A foto do rei está por todo lado.



Mama e o Canyon Al-Mujib. Adorei a imensidão do lugar.



Passamos por tantas mesquitas! Aqui deixo uma registrada. As mesquitas podem ter um ou ´varios minaretes. Os minaretes que reproduzem o chamado para a reza. Ouvimos este chamado 3 vezes por dia durante as 3 semanas de viagem!


Mount Nebo é um monastério em um monte onde diz-se que Moisés teve uma visão da terra prometida.



O monastério de Mount Nebo é super bem cuidado.



Uma fortaleza perdida no meio da imensidão do deserto ao longa da King´s Highway.

Jerash e Aijun, 20/maio/2015

No pouco que pesquisei sobre a Jordânia, os blogs de viagem sempre falavam neste local, Jerash, como o maior e melhor conservado sítio arqueológico da Jordânia, apesar do terremoto que destruiu a maior parte da cidade em 700 a. C! Esta cidade tem mais de 3000 anos de história. Localiza-se no norte da Jordânia, na direção da Síria, e nosso guia do dia anterior, que contratamos para nos levar lá, deixou isto claro antes de decidirmos ir.


Neste mesmo dia, visitamos o Castelo de Aijun, um castelo islâmico situado no topo de um morro. Chegando lá, eu estava tão esgotada pelo calor, que nem queria entrar, mas o guia insistiu e ainda bem que eu entrei! Alem de lindo, ouvindo toda história que houve ali, tribos beduínas, Muçulmanos, monges Cristãos,fez tudo ficar mais interessante. 

 O portão de entrada de Jerash é imponente!


Templo de Diana, a Deusa da lua e da caça. O templo melhor conservado. Eu sempre fui apaixonada por História Grega, e queria ter sido arqueóloga, então para mim foi incrível!


 Não sobrou muita coisa do templo de Zeus, o Deus supremo do Olimpo.



Dentro do castelo de Aijun.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Amman, de 19 a 21/maio de 2015

Chegamos em Amman depois de umas 20 horas em trânsito e uma escala em Istambul.  Chegamos na madrugada, e depois de uma breve dormida em nosso Hotel Regency Palace 5*, graças aos super contatos de minha amiga Analu, que o conseguiu por um preço imbatível, saímos para desvendar a cidade. O hotel é excelente mesmo, mas não dá para fazer nada à pé.

Então pegamos um taxi e lá fomos rumo à Citadela, que é o lugar turístico principal. Logo na entrada, um guia falando um Portunhol perfeito nos abordou e o contratamos. Foi ótimo, pois como não tive muito tempo de pesquisar para esta viagem, adorei receber tantas informações. Por exemplo, a Jordânia, uma monarquia recente, mais de metade de sua população é formada por refugiados. Vimos alguns assentamentos de refugiados palestinos e conhecemos alguns sírios lógico.

Ao sairmos da Citadela e abandonarmos nosso guia, fomos ao restaurante típico local "Jerusalem". Muitos locais e alguns turistas comendo lá. Pedimos o prato típico que se chama Mansaf, cordeiro cozido no iogurte servido numa cama de arroz de especiarias, que você rega aos poucos com molho de iogurte, e que descobrimos que se come com a mão, uma delícia!

Depois ainda fomos às ruínas do Teatro Romano, e saindo de lá, ao perguntarmos a um homem pelo caminho para a Mesquita Azul, ele, que estava acompanhado de seu filho de uns 7 anos, nos ofereceu carona! E lá fomos eu e Mama de carona com eles! Foi ótimo, pois conversamos bastante e ele nos deixou na Mesquita. Não posso deixar de mencionar como adoro o canto que é o chamado para a reza que vem das mesquitas. Dá para ouvir de qualquer lugar da cidade. Descobri que é um homem que "canta" de uma mesquita, e que todas as outras 800 e poucas mesquitas (no caso de Amman) reproduzem o som simultaneamente.

Muitos árabes que abordo na rua pedindo informações não falam inglês, mas mesmo assim são extremante simpáticos e solícitos, ao ponto de largar o que estão fazendo e nos acompanhar por quarteirões para mostrar o caminho. Por outro lado, muitas vezes me senti desconfortável com o assédio visual. Apesar de eu usar roupas muito discretas e cabelo preso, caminhando pelo centro de Amman tanto as mulheres quanto os homens me encaravam.

Esta foto é na Citadela, primeiro lugar que visitamos.


Dentro de uma ruína na Citadela.


Ainda na Citadela. As mulheres Jordanianas usam roupas muito discretas e sempre usam lenço cobrindo os cabelos. Às vezes são uns lenços muito fashion.



Teatro Romano no centro de Amman.



Ainda no Teatro Romano, muito bem conservado.



Para entrar na Mesquita Azul, tivemos que vestir esta burca. Esta é a única mesquita de Amman onde mulheres podem entrar.



Mama dentro da Mesquita Azul.



Eis o motivo do nome da Mesquita Azul, o teto é azul. Depois descobrimos que todas as grandes cidades que visitamos tanto na Jordânia quanto na Turquia tem uma Mesquita Azul.



Como eu amo comida Árabe! Foi um tal de homus, babaganoush e outras delícias todos os dias! Aliás não encontramos esfirras aqui. Depois descobrimos que esfirra é um prato Sírio.



As bandeiras Jordanianas espalhadas pelo centro de Amman. 



Nos chamou muito a atenção o fato de todas as casas serem da mesma cor, que é cor de areia. Vendo de perto, são todas feitas de pedra, e eu gostei deste estilo. As casas de pedras claras são mais valiosas, pois estas são mais caras, já que duram mais.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Genebra

Genebra é a segunda maior cidade da Suíça, chega a ser populosa até, mas mesmo assim, tem metade do número de habitantes de Floripa. A sensação que se tem andando por lá, desde a chegada, foi de cidade grande, a estação de trem é enorme e parece um shopping-center. Para chegarmos no apartamento que tínhamos alugado, tivemos que pegar 2 ônibus,e lógico, perguntar para um brasileiro no ônibus para que lado ficava a rua que procurávamos.

Nosso apartamento que alugamos pelo airbnb era ótimo. Aconchegante  e relativamente próximo dos pontos turísticos de ônibus. Genebra é uma cidade bem cara. Tem uma quantidade enorme de pessoas de outros países morando lá, deve ter muito a ver com a ONU, Nações Unidas, Cruz Vermelha, órgãos diplomáticos do mundo inteiro estão lá, e muitos cientistas, é lá que se encontra o CERN, o famoso acelerador de partículas.

No primeiro dia, somente passeamos pela orla do lago, onde há as construções famosas, hotéis e lojas chiquérrimos.



Este é o símbolo da cidade, o Jato D´Água, que foi criado a muito tempo atrás para dar vazão à enorme quantidade de água que havia no lago.


CERN (Organização européia para pesquisa nuclear). Este lugar é incrível, é o maior laboratório de física de partículas do mundo. Passei algumas horas lá tentando descobrir de onde veio a humanidade e para onde estamos indo, mas não cheguei a nenhuma conclusão...




sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Montreux & Vevey

Saímos de Chamonix com muita dor no coração! Pegamos o trem de Chamonix para Vevey, um trajeto lindo, mas conforme avançávamos pela Suíça, o tempo lindo, ensolarado e firme da França ia ficando para trás. O motivo de nosso novo destino era o Festival de Jazz de Montreux, sobre o qual ouvimos coisas incríveis. Chegamos debaixo de chuva a Vevey, onde tínhamos alugado um apartamento muito mais barato do que qualquer coisa possível em Montreux. Alugamos por 5 noites, pois este era o período mínimo de aluguel por causa do festival. Vevey é à beira do lago, que infelizmente não deu para aproveitar nada, pois choveu todos os dias que estivemos lá. Montreux fica a 5 km de Vevey, e portanto chove igual. Logo no primeiro dia já ficamos meio decepcionadas no festival, aquela chuva, os shows abertos não tinham muita graça, frio, cerveja cara... que saudades de Chamonix, a vontade era de voltar para lá! 
Acho que este festival vale à pena para quem se programa para ir em vários shows fechados, que realmente são incríveis. Eu e a Isa fomos ao show do Massive Attack. Eu já fui em centenas de shows, em muitos locais diferentes, mas nunca vi um lugar para shows tão lindo, uma acústica tão perfeita, uma produção tão incrível!


 Montreux e seu lago. Riviera Suíça.


 Um dos palcos externos do Festival.  


 Este momento foi realmente incrível. Ao darmos uma caminhada ao longo do Lago de Montreux, quando chegamos na altura da estátua do Fred Mercury, este barco se aproximou e começou a tocar músicas incríveis. Momento mágico!


 Vista de Montreux de dentro do barco.


 Vista de Vevey. 


 A gastronomia de Vevey é incrível. Este foi um restaurante marroquino que como tantos outros por lá, deixou muitas saudades!


 Um dia saí cedo de Vevey e fui sozinha para Gruyere, onde há a fábrica deste famoso queijo. Eu adoro queijos. O trajeto de trem foi lindo. O trem era super confortável e lindo. Ao chegar na cidadezinha, não acreditei em seu pequeno tamanho! Umas poucas casas, muitas vaquinhas suíças pastando por lá, muito verde.


A fábrica da Gruyere fica logo ao lado da estação de trem. Cheguei lá e antes mesmo de visitar a fábrica, almocei no restaurante da "Maison Gruyere". Sensacional! Todos os pratos à base deste queijo, até a sobremesa! A visita à fábrica foi bem interessante. Nunca imaginei que o tipo de flores, por seus aromas, poderiam influenciar no gosto do queijo. Depois de visitar a fábrica, ainda caminhei pela cidade, morros, parque, castelo. Adorei este dia.



segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Chamonix - de 05 a 06/julho, 2014

Saímos de Annecy para Chamonix-Mont Blanc, e mal sabíamos nós que estávamos rumo ao lugar mais lindo, e à cidade que foi eleita como nossa favorita da viagem! O caminho em si já é impressionantemente lindo. A ferrovia segue montanha acima por curvas espetaculares. Chamonix é encantadora, e guardada pela belíssima cadeia de montanhas dos Alpes Franceses, onde um deles é o Mont Blanc. De qualquer lugar da pequena cidade de Chamonix tínhamos uma vista esplêndida para os cumes nevados, mesmo no verão. A cidade estava bem movimentada, escaladores para todos os lados, bares cheios de gente, cerveja boa, e a maravilhosa culinária e vinhos franceses sempre presentes. Hospedamos-nos no Hotel  Alpina, que é no centro da cidade, quartos bons, recepção super atenciosa.

Chegamos em Chamonix na hora do almoço, então nossa primeira opção foi cuidar do estômago em um restaurante italiano. Logo em seguida, fomos ao “Tourist Information” da cidade, e lá conhecemos 2 brasileiras mais velhas, todas equipadas, que estavam indo fazer trilhas nas montanhas, que inspiração! Bom, saímos de lá com um roteiro bem completo para nossos 2 únicos dias / 1 noite naquela cidade linda. 

Nesta primeira tarde, pegamos um trem que nos levou aos glaciais. Foi legal, bonito, mas ainda nada que tirasse o fôlego, talvez porque eu não tenha podido descer até os glaciais mesmo, dada a minha lesão no quadril que já estava doendo. As meninas que desceram e gostaram muito. Eu fiquei só no mirante.
Voltando para a cidade, sentamos em uma daqueles bares deliciosos para o happy-hour para tomarmos aquela cerveja boa. Indicaram-nos um restaurante local, que foi um jantar maravilhoso!  Depois ainda caminhamos pela cidade à noite.

Dia seguinte acordamos às 6 hrs da madruga para subirmos o “l´Aiguille Du Midi”, pico de 3842 metros , que alcançamos pelo teleférico mais alto do mundo! A subida de teleférico já foi  emocionante, é super vertical! Vistas deslumbrantes, astral demais. Ficamos lá em cima muito tempo, caminhando por diferentes mirantes, nos deslumbrando para cada lado que olhávamos. Demos muita sorte com o tempo, pois o céu estava azul, e a temperatura tão amena quando se pode estar à 4 mil metros de altura.


Retornando à Chamonix, fizemos o check-out do hotel, e nem almoçamos, para dar tempo de subir outro pico, desta vez o Brévent. Desta vez subimos em umas cabines lindinhas, bem mais light, e depois novamente um teleférico. Lá em cima, tivemos um visual mais  aberto para a cadeia de montanhas que cerca Chamonix, e é onde se pratica muitos esportes de verão, como trilhas, parapente, mountain bike.... que vontade!!!!

Esta é a vista do teleférico subindo o l´Aiguille Du Midi. De tirar o fôlego!



Chegamos ao topo do l´Aiguille Du Midi! Como eu estou impossibilitada de extravagâncias físicas deviso à minha lesão labral, o jeito foi ficar olhando de longe o pessoal fazer o que eu queria estar fazendo...


Ainda lá em cima do l´Aiguille Du Midi. Os escaladores se preparando para viver de perto aquela natureza maravilhosa.... que vontade!


Hello lá de cima do l´Aiguille Du Midi!


Em um dos muitos mirantes do l´Aiguille Du Midi.



E é verão! Imagina no inverno!!



Os escaladores se preparando...


Amei este lugar!!!!!!


Curtindo um visual.....



Foi lindo ver os parapentes lá em cima!



O bar nas alturas.



Este foi o primeiro passeio, rumo aos glaciais, onde eu não consegui chegar.